No dia 17 de junho, foi assinada a escritura pública que formaliza a constituição da Fundação Misericórdias, um passo considerado histórico para o universo das Santas Casas da Misericórdia em Portugal. A nova entidade surge como um instrumento estratégico para reforçar a sustentabilidade, a cooperação e a capacidade de resposta social das Misericórdias portuguesas perante os desafios atuais e futuros.
A Fundação resulta de um processo amplamente participado pelas Misericórdias do país, cujos estatutos foram aprovados em Assembleia Geral da União das Misericórdias Portuguesas (UMP). A nova estrutura pretende criar oportunidades de financiamento, apoiar projetos de inovação social, promover a investigação e contribuir para o fortalecimento da ação das Misericórdias junto das populações mais vulneráveis.
A assinatura da escritura pública ocorreu num ano particularmente simbólico para a União das Misericórdias Portuguesas, que assinala o seu 50.º aniversário. A criação da Fundação é vista como um marco na história da instituição e como uma resposta aos desafios colocados pelo envelhecimento da população, pelas novas formas de exclusão social e pela necessidade de garantir a sustentabilidade das respostas de solidariedade.
Com presença em todo o território nacional, as Misericórdias constituem uma das mais antigas e relevantes redes de apoio social do país, desenvolvendo trabalho nas áreas da saúde, apoio aos idosos, infância, deficiência e inclusão social. A Fundação Misericórdias nasce agora com a missão de potenciar essa ação e preparar as instituições para as exigências das próximas décadas.
Segundo a União das Misericórdias Portuguesas, a nova Fundação representa um compromisso com o futuro, preservando a identidade e os valores de uma obra secular que, há mais de cinco séculos, se dedica ao serviço dos mais necessitados.


Por: Sérgio Carvalho
