No Japão, há quem ganhe a vida a oferecer companhia, mas o trabalho é mais invulgar do que parece.
A atividade profissional de Shoji Morimoto foge completamente ao habitual. Sem horários fixos, sem local de trabalho definido e sem superiores hierárquicos, o japonês é pago, aparentemente, para não fazer nada.
Na prática, Shoji disponibiliza o seu tempo para acompanhar pessoas que não querem estar sozinhas. A maior parte dos clientes procura apenas alguém que esteja presente em tarefas do dia a dia, mas há pedidos bastante fora do comum.
Querem companhia para ir a sítios a que têm dificuldade em ir sozinhos e precisam de alguém que vá com eles.
Entre as solicitações mais insólitas estão encenar despedidas dramáticas numa estação de comboios, à semelhança de cenas de cinema, fazer companhia a alguém no dia de aniversário para evitar a solidão ou até permanecer numa esplanada a fingir ser cliente, com o objetivo de atrair mais pessoas ao local.
Não significa que não tenha amigos para ir comigo, mas dependendo do sítio e da data, hesito em convidá-los.
O serviço foi descrito por uma cliente à BBC, que explicou as razões que a levaram a contratar Shoji. Cada sessão custa cerca de 80 euros, sendo que despesas adicionais, como deslocações ou refeições, ficam a cargo de quem contrata.
O próprio afirma que só conversa quando é abordado pelos clientes e prefere não conhecer detalhes pessoais das suas vidas.
