A bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Paços de Ferreira acusa o CHEGA de criar alarmismo em torno da segurança no concelho e critica a retirada do requerimento que levou ao cancelamento da sessão extraordinária agendada para esta quinta-feira, 8 de outubro.
A reação surge na sequência da polémica em torno da Assembleia Municipal temática, inicialmente requerida pelo CHEGA para discutir a segurança em Paços de Ferreira, tendo por base 16 ocorrências noticiadas pela comunicação social.
A sessão acabou por ser cancelada, na sequência da retirada do requerimento, decisão formalizada por despacho do presidente da Assembleia Municipal, António Coelho, datado de 7 de outubro.
Entretanto, o CHEGA justificou a decisão com a indisponibilidade, em tempo útil, dos dados oficiais solicitados à GNR. Segundo o partido, foi proposto o adiamento da reunião, mas o PS não concordou com essa solução, levando à retirada do pedido. O CHEGA garantiu, contudo, que pretende voltar a requerer o debate.
Agora, em comunicado, a bancada socialista manifesta surpresa com a posição do CHEGA e questiona os fundamentos da iniciativa.
“Se não existiam dados suficientes para discutir a segurança do concelho, com que fundamento foi solicitada uma Assembleia Extraordinária sobre esse mesmo tema?”, questionam os socialistas.
O PS considera que a segurança não pode ser utilizada como instrumento de combate político, acusando o CHEGA de alimentar perceções de insegurança que, no seu entender, não correspondem à realidade do município.
Os socialistas defendem que Paços de Ferreira continua a ser um concelho seguro e afirmam que os dados oficiais relativos à criminalidade, até 31 de dezembro de 2025, sustentam essa posição. No entanto, o comunicado não apresenta valores concretos que permitam confirmar a classificação do município entre os mais seguros do país.
“A segurança dos pacenses não pode ser utilizada como instrumento de combate político ou como matéria para criar alarmismo”, sustenta a bancada socialista, defendendo que o debate deve assentar em dados oficiais e propostas concretas.
Gráfico enviado no comunicado do PS Paços de Ferreira


