Álvaro Santos tomou posse esta sexta-feira como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), numa cerimónia realizada em Évora e presidida pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.
Na mesma sessão foram igualmente empossados os presidentes das restantes CCDR do país: Ribau Esteves (Centro), Teresa Mourão Almeida (Lisboa e Vale do Tejo), Ricardo Pinheiro (Alentejo) e José Apolinário (Algarve).
No discurso de tomada de posse, Álvaro Santos afirmou que “o Norte escolheu iniciar um novo ciclo”, garantindo assumir o mandato com “profundo sentido de responsabilidade institucional”. O novo presidente sublinhou ainda que “servir o Norte é trabalhar diariamente pela coesão do território, pela valorização do seu talento e pela construção de um futuro mais próspero e sustentável”.
Também presente na cerimónia, Luís Montenegro destacou o papel das CCDR como estruturas fundamentais na articulação entre o Governo central e as regiões, considerando que são “motores do desenvolvimento do país”. O primeiro-ministro acrescentou que o sucesso do trabalho agora iniciado terá impacto direto no futuro nacional.

Percurso ligado ao planeamento e à gestão territorial
Licenciado em Engenharia Civil, mestre em Planeamento do Território e Ambiente e doutorado em Ecologia e Saúde Ambiental, Álvaro Santos construiu o seu percurso nas áreas do desenvolvimento regional, políticas urbanas e gestão estratégica.
Foi vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, presidente da Porto Vivo, SRU, chefe de gabinete do Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional e diretor-geral do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério das Cidades. É também autor e coautor de publicações nas áreas da reabilitação urbana e habitação.
Álvaro Santos sucede a António Cunha, assumindo funções num momento marcado pela execução do programa NORTE 2030, pela gestão de fundos europeus e pelo reforço da cooperação transfronteiriça com a Galiza e Castela e Leão.
O novo ciclo na CCDR Norte arranca, assim, num contexto de forte exigência na coordenação regional e na aplicação dos instrumentos financeiros europeus.
