Um homem de 32 anos, que exercia funções de auxiliar de ação educativa numa escola de Cascais, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) suspeito de crimes de pornografia de menores e abuso sexual contra um aluno de 13 anos.
O suspeito, de nacionalidade estrangeira e residente em Portugal há dois anos, tinha iniciado funções como assistente operacional naquele agrupamento escolar em janeiro de 2026. Segundo a investigação da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da PJ, o homem aproveitava o contacto privilegiado com as crianças no recinto escolar para:
Aliciamento: Estabelecia conversas de teor sexual e propunha a produção de conteúdos pornográficos.
Recompensa: Oferecia doces aos alunos em troca de conteúdos e de uma proximidade considerada totalmente “desajustada”.
Recorrência: As autoridades acreditam haver um elevado perigo de continuação da atividade criminosa caso não tivesse havido intervenção imediata.
A Denúncia e Intervenção Policial
A investigação foi desencadeada após o pai de um dos menores ter denunciado as práticas à direção da escola. A instituição agiu prontamente, comunicando o caso ao Piquete da Polícia Judiciária.
Após diligências urgentes, a PJ procedeu à detenção do indivíduo, que será agora presente ao Tribunal de Oeiras para interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.
O Papel da Comunidade Escolar
Este caso reforça a importância da vigilância parental e da comunicação aberta entre alunos, pais e direções escolares. A rapidez com que a queixa foi formalizada foi determinante para a interrupção dos abusos.
