Assinala‑se hoje, 4 de março de 2026, o 25.º aniversário da tragédia da Ponte Hintze Ribeiro, em Entre‑os‑Rios, um dos episódios mais marcantes da história recente de Portugal que vitimou 59 pessoas.
Na noite de 4 de março de 2001, cerca das 21h15, o tabuleiro da ponte colapsou, arrastando para as águas do rio Douro um autocarro com 53 passageiros e três veículos ligeiros com seis pessoas a bordo. Não houve sobreviventes.
A maioria das vítimas era natural do concelho de Castelo de Paiva, mas entre os 59 mortos estavam também residentes em Gondomar, Cinfães e Penafiel. Nos meses seguintes ao desastre, as equipas de socorro concluíram as buscas com grande dificuldade. Muitos corpos nunca foram recuperados, obrigando familiares a enfrentar um luto profundo e duradouro.
A tragédia levou à demissão do então ministro responsável pela área das infra‑estruturas, num gesto de reconhecimento político da gravidade do acontecimento, e desencadeou uma reflexão nacional sobre a manutenção e fiscalização das obras públicas.
Desde então, foi construída uma nova ponte que substituiu a estrutura original e, em 2003, foi inaugurado em Castelo de Paiva o memorial ‘Anjo de Portugal’, uma escultura que honra a memória das vítimas com os seus nomes inscritos na base da obra.
Este 25.º aniversário está a ser marcado por várias iniciativas evocativas, incluindo uma gala solidária, cerimónias religiosas e eventos de homenagem à comunidade e às famílias afetadas, recordando não apenas a dor, mas também a importância da memória coletiva.
Passadas duas décadas e meia, a queda da ponte de Entre‑os‑Rios continua a ser lembrada como um momento de profunda tristeza nacional e um ponto de viragem nas práticas de segurança de infra‑estruturas em Portugal.
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