Igreja de Felgueiras recebe 137 mil euros para recuperar património da Rota do Românico

Mais de 102 mil euros da intervenção na Igreja de São Vicente de Sousa são assegurados por fundos europeus. Obra integra uma operação de 2,5 milhões de euros dedicada à conservação do património da Rota do Românico.

A Igreja de São Vicente de Sousa, em Felgueiras, está a ser alvo de uma intervenção de conservação e valorização avaliada em cerca de 137 mil euros. Mais de 102 mil euros são assegurados por financiamento europeu, através do programa NORTE 2030.

A obra foi visitada pelos vice-presidentes da CCDR NORTE, Rui Costa e Pedro Machado, acompanhados pelo presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, Nuno Fonseca, e pelo presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins.

A intervenção integra a operação “Rotas do Norte: Conservação e Salvaguarda do Património da Rota do Românico”, que representa um investimento global de 2,5 milhões de euros, apoiado em cerca de 1,9 milhões de euros pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do NORTE 2030.

O objetivo passa por conservar e valorizar vários elementos do património integrado na Rota do Românico, mas também por aumentar a capacidade destes espaços para atrair visitantes e gerar atividade económica nos territórios.

“É fundamental acompanhar de perto os projetos que estão a ser concretizados nos territórios e perceber o seu impacto real nas comunidades”, afirmou Rui Costa, vice-presidente da CCDR NORTE.

O responsável considera que a preservação do património cultural contribui não apenas para a identidade da região, mas também para a sua “atratividade, atividade económica e desenvolvimento local”.

Património quer chegar a mais pessoas

A visita a Felgueiras aconteceu no mesmo dia em que o Centro de Interpretação do Românico, em Lousada, recebeu uma reunião de trabalho dedicada às Rotas do Norte.

O encontro juntou responsáveis da CCDR NORTE, do Turismo do Porto e Norte de Portugal e dos municípios de Lousada e Felgueiras, tendo em cima da mesa a forma de dar maior visibilidade ao património existente na região.

Entre as medidas discutidas estiveram a simplificação dos processos de adesão às Rotas do Norte, o reforço da promoção e a criação de melhores condições para aumentar a capacidade de atração dos diferentes recursos patrimoniais.

Para Álvaro Santos, presidente da CCDR NORTE, a conservação é apenas uma parte do trabalho que está pela frente.

“Temos vindo a investir na conservação e valorização do património. O desafio seguinte é fazer com que esse património seja cada vez mais conhecido, visitado e vivido”, afirmou.

A intenção passa por transformar os diferentes patrimónios numa rede regional com maior visibilidade e capacidade para gerar impacto nos territórios.

17 rotas temáticas no Norte

As Rotas do Norte são uma estratégia conjunta da CCDR NORTE e do Turismo do Porto e Norte de Portugal para promover o património cultural, a arte e a arquitetura contemporâneas da região.

Atualmente, o projeto integra 17 rotas temáticas, entre as quais a Rota do Românico, os Caminhos de Santiago, os Castelos e Fortalezas, os Castros, o Património Industrial, o Romano, as Catedrais, os Mosteiros e Conventos e os Santuários.

A Rota do Românico assume particular importância neste território, com um conjunto de monumentos que atravessam vários municípios do Tâmega e Sousa.

Em Felgueiras, a intervenção na Igreja de São Vicente de Sousa representa mais um passo na recuperação desse património. Em paralelo, a CCDR NORTE e o Turismo do Porto e Norte de Portugal querem agora dar maior projeção às rotas, procurando transformar o património recuperado em mais visitas e maior atividade nos territórios.

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