A inteligência artificial, a dor crónica, os cuidados paliativos e a reabilitação estiveram entre os temas em destaque nas primeiras Jornadas de Fisioterapia da Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS), realizadas esta sexta-feira, no Auditório do Hospital Padre Américo.
A iniciativa reuniu fisioterapeutas, estudantes e especialistas de diferentes instituições para um dia dedicado à atualização de conhecimentos, à partilha de experiências e à discussão do futuro da profissão.
Organizadas pela equipa de Fisioterapia da ULSTS, as jornadas tiveram como mote “O caminho da Fisioterapia dentro e fora do hospital”, procurando mostrar a intervenção destes profissionais nos diferentes contextos e níveis de cuidados.
Na sessão de abertura, Manuela Martinho, fisioterapeuta coordenadora, destacou o envolvimento dos profissionais na organização do encontro e agradeceu o apoio do Conselho de Administração, deixando também uma palavra aos palestrantes e participantes.
O Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Lopes, sublinhou a importância do trabalho multidisciplinar e interprofissional, defendendo o papel da Fisioterapia na promoção da saúde, prevenção da doença e da lesão, recuperação e reabilitação.
A necessidade de garantir uma resposta integrada foi também salientada por Filipa Carneiro, Diretora Clínica dos Cuidados de Saúde Hospitalares, que destacou a ligação entre os diferentes níveis de cuidados.
Sónia Moreira, Diretora Clínica dos Cuidados de Saúde Primários, chamou a atenção para a importância de uma Fisioterapia cada vez mais próxima das pessoas e integrada nas equipas, sobretudo perante o envelhecimento da população e o aumento das doenças crónicas.
Durante o encontro, os participantes abordaram diferentes áreas da intervenção dos fisioterapeutas. A dor crónica musculoesquelética, a dor oncológica associada ao cancro da mama e a dor nas doenças respiratórias crónicas estiveram em análise no painel “A dor não espera”.
A intervenção da Fisioterapia acompanhou também diferentes momentos do percurso dos doentes, desde o suporte intensivo aos cuidados paliativos, passando pelo pós-operatório em cirurgia cardíaca e pela intervenção em doentes submetidos a ventilação mecânica prolongada.
A reabilitação no desporto e a saúde pélvica foram outros dos temas em discussão, com destaque para a gestão e periodização da recuperação e para a incontinência urinária em atletas de alta competição.
A inteligência artificial teve igualmente um espaço próprio no programa, num painel dedicado às oportunidades, desafios e possíveis impactos destas tecnologias na prática dos fisioterapeutas. Foi ainda apresentada a aplicação da inteligência artificial à realidade da própria ULSTS.
O programa incluiu ainda apresentações de trabalhos em formato e-poster e dois workshops práticos, dedicados à relação entre a Fisioterapia e o nervo vago na dor crónica e aos desafios da estabilidade postural na intervenção pediátrica.
As primeiras Jornadas de Fisioterapia da ULSTS terminaram assim com uma abordagem abrangente sobre a profissão e os novos desafios dos cuidados de saúde, reforçando a importância da Fisioterapia na prevenção, recuperação funcional e promoção da autonomia e qualidade de vida dos utentes.
Fotos: ULS Tâmega e Sousa




