EITA bate recorde com mais de 600 participantes de seis países e afirma impacto internacional

Mais de 600 participantes de seis países marcaram a maior edição de sempre do Encontro Ibero-Americano de Tunas Académicas

A quinta edição do Encontro Ibero-Americano de Tunas Académicas (EITA) terminou com números recorde e reforçou a afirmação da Região do Ave como uma referência internacional da tradição académica ibero-americana. Ao longo de sete dias, o festival reuniu mais de 600 tunos provenientes de Portugal, Espanha, México, Colômbia, Chile e Porto Rico, envolvendo os municípios de Guimarães, Mondim de Basto, Vizela, Póvoa de Lanhoso e Fafe.

Considerada a maior edição realizada até à data, a iniciativa promoveu um vasto programa que conjugou concertos, conferências internacionais, exposições, criação artística colaborativa e momentos de intercâmbio cultural, fortalecendo a ligação entre universidades, instituições culturais e comunidades académicas de diferentes países.

O EITA voltou também a afirmar-se como um projeto de cooperação entre entidades públicas, culturais e académicas, contando com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Ave, da Embaixada de Espanha em Portugal, dos cinco municípios parceiros e de diversas instituições nacionais e internacionais.

A cerimónia oficial reuniu diversas personalidades, entre as quais o Embaixador do México em Portugal, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, representantes dos municípios parceiros, um deputado à Assembleia da República, o cônsul honorário do México no Porto, o secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Ave, o presidente executivo d’A Oficina, além de representantes de universidades, associações académicas e organizações internacionais ligadas ao universo das tunas.

Entre os momentos altos da programação destacaram-se as TunaeTalks, dedicadas ao papel das tunas enquanto instrumento de diplomacia cultural e aos desafios contemporâneos deste movimento, bem como a exposição “Tuna: Matriz Ibérica, Identidade Global”, patente na Sociedade Martins Sarmento até ao final de agosto, que propõe uma nova reflexão sobre a valorização patrimonial desta tradição.

Outro dos pontos marcantes foi a estreia absoluta de um tema original composto pelo tuno e produtor musical Pedro de Castro, interpretado por mais de cinquenta tunos de seis nacionalidades após vários dias de ensaio conjunto. O festival contou ainda com a participação de José Alberto Reis, acompanhado pela Tuna Antiga Vimaranense e pelo Coro En’Canto.

A dimensão internacional do encontro foi reforçada através da transmissão integral das principais iniciativas e da sua divulgação pelos parceiros de comunicação do EITA, permitindo alcançar comunidades académicas dos seis países participantes e ultrapassar a marca de um milhão de visualizações nas redes sociais.

Para Paulo Gonçalves, diretor do EITA, o evento ultrapassou já o conceito de festival.

“O EITA deixou definitivamente de ser apenas um festival. É hoje uma plataforma de cooperação cultural que liga universidades, municípios e instituições de seis países. O nosso objetivo passa por continuar a afirmar a Região do Ave como o grande ponto de encontro internacional deste movimento e construir um projeto com impacto durante todo o ano.”

Também o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, manifestou o compromisso do município em continuar a apoiar o crescimento do projeto, assumindo a ambição de fazer do EITA o mais relevante evento mundial dedicado à tradição das tunas académicas.

EITA em números

  • 7 dias de programação;
  • Mais de 600 participantes;
  • 19 tunas académicas;
  • 6 países representados;
  • 5 municípios envolvidos;
  • Mais de um milhão de visualizações nas redes sociais;
  • Transmissão internacional através dos media partners nos seis países participantes;
  • Conferências internacionais, exposição temporária e projetos de criação artística colaborativa.

Com esta quinta edição, o Encontro Ibero-Americano de Tunas Académicas reforça a sua posição como um dos mais importantes projetos internacionais de cooperação cultural ligados à tradição académica, consolidando a Região do Ave como um território de referência para o encontro entre música, património, universidades e diplomacia cultural no espaço ibero-americano.

Por: Sérgio Carvalho (sergiocarvalho@jornal360.pt)

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