A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apoiou, em 2025, 5.368 projetos em 141 países, graças à generosidade de mais de 363 mil benfeitores em todo o mundo. O relatório anual da instituição revela ainda que Portugal registou o melhor resultado de sempre em donativos, reforçando o compromisso dos portugueses com os cristãos perseguidos e as comunidades mais vulneráveis.
Ao longo do último ano, a AIS recebeu 145,8 milhões de euros em donativos e legados, permitindo apoiar comunidades afetadas pela guerra, perseguição religiosa, discriminação e pobreza extrema. A Índia foi o principal país beneficiado, seguindo-se a Ucrânia, o Líbano e a Síria.
Entre os apoios mais significativos destaca-se a ajuda prestada a 40.207 sacerdotes, através da atribuição de quase 1,9 milhões de estipêndios de Missa, bem como o financiamento da formação de 13.368 seminaristas, o equivalente a um em cada oito seminaristas em todo o mundo. Cerca de 20 mil religiosas receberam igualmente apoio direto ou indireto, enquanto foram distribuídos mais de 520 mil livros religiosos, incluindo Bíblias, Novos Testamentos e publicações da coleção YOUCAT.
África voltou a ser o continente que recebeu maior parcela da ajuda da fundação, representando 34,5% do total, devido ao crescimento da Igreja e ao agravamento da violência provocada pelo terrorismo islâmico em diversos países. O Médio Oriente concentrou 17,1% da ajuda, sobretudo para responder às consequências humanitárias dos conflitos no Líbano, Síria e Iraque.






Além do apoio pastoral e da formação, a Fundação AIS financiou centenas de projetos para a construção e recuperação de igrejas, seminários, conventos e centros pastorais, bem como iniciativas de formação de catequistas e leigos, fundamentais em regiões com escassez de sacerdotes. O relatório, auditado pela PwC, indica ainda que 78,7% das despesas foram diretamente aplicadas na missão da instituição.
Em Portugal, o ano de 2025 ficou marcado por um resultado sem precedentes. Os donativos atingiram 4,268 milhões de euros, um crescimento de 8,7% face ao ano anterior. Para Catarina Martins de Bettencourt, diretora do secretariado nacional da AIS, este resultado demonstra a extraordinária solidariedade dos portugueses para com a Igreja que sofre.
“Uma vez mais, os nossos benfeitores mostraram em Portugal uma extraordinária solidariedade e preocupação para com a Igreja que sofre”, afirma a responsável, agradecendo também o apoio prestado aos sacerdotes e religiosas que permanecem “nos lugares mais perigosos do mundo” como testemunhas da esperança cristã.
Fundada em 1947, a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre mantém como missão apoiar a ação pastoral da Igreja onde os cristãos vivem perseguição, discriminação ou carecem dos recursos indispensáveis para viver e anunciar a fé.
Por: Sérgio Carvalho (sergiocarvalho@jornal360.pt)

