PSD Lousada critica atraso de 120 dias na obra da EM 564-2 e aponta falhas de planeamento

Sociais-democratas dizem que a empreitada foi lançada sem reunir todas as condições e alertam para problemas relacionados com terrenos, fiscalização e drenagem de águas.

O PSD de Lousada acusa o executivo municipal de falta de planeamento na empreitada de beneficiação e requalificação da Estrada Municipal 564-2, considerando que a obra representa “o exemplo mais evidente da falta de planeamento que continua a marcar a execução das obras públicas promovidas pelo Executivo Municipal”.

As críticas foram tornadas públicas através de um comunicado divulgado na sequência da última reunião da Câmara Municipal, na qual foi aprovada uma prorrogação de 120 dias para a conclusão da empreitada.

Segundo os sociais-democratas, este prolongamento representa um aumento de cerca de 40 por cento do prazo inicialmente previsto e é consequência de uma “obra lançada sem que estivessem reunidas todas as condições para a sua execução”.

O PSD sustenta que parte significativa dos terrenos necessários à intervenção continua por adquirir, obrigando o Município a negociar durante a execução da empreitada, situação que, considera, tem provocado atrasos sucessivos, aumentado os constrangimentos para moradores e para o empreiteiro e comprometido a boa gestão dos recursos públicos.

No comunicado, o partido aponta ainda alegadas falhas no acompanhamento da obra. Entre elas, destaca a colocação de centenas de metros de guias que, segundo afirma, tiveram posteriormente de ser removidas e recolocadas, levantando dúvidas sobre a fiscalização municipal e sobre quem suportará os custos decorrentes dessa intervenção.

Os sociais-democratas alertam igualmente para a falta de solução para o escoamento das águas pluviais provenientes da Rua do Vassoural e da Rua do Souto, problema que dizem já ter sido sinalizado por diversas vezes junto da Câmara Municipal.

De acordo com o PSD, durante a reunião do executivo o presidente da Câmara confirmou que permanecem negociações por concluir relativamente a três terrenos, atribuiu ao empreiteiro a responsabilidade pela colocação incorreta das guias e reconheceu que será necessário encontrar uma solução para o encaminhamento das águas, sem indicar um prazo para a sua concretização.

Para o PSD, “as obras públicas devem ser preparadas antes do seu início e não durante a sua execução”, defendendo que “a ausência de planeamento traduz-se inevitavelmente em atrasos, aumento de custos, incómodo para a população e desperdício de recursos públicos”.

Os sociais-democratas garantem que continuarão a exigir “maior rigor na preparação e acompanhamento das empreitadas municipais, colocando sempre em primeiro lugar os interesses dos cidadãos”.

O Jornal 360 solicitou um esclarecimento à Câmara Municipal de Lousada sobre as críticas apresentadas pelo PSD, mas até ao momento não foi recebida qualquer resposta. A notícia será atualizada caso o Município exerça o seu direito ao contraditório.

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