A Caritas Internationalis assinalou o Dia Mundial do Refugiado de 2026 com um forte apelo à defesa da dignidade e dos direitos das pessoas forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, perseguição, violência ou desastres. A mensagem surge no ano em que se celebram os 75 anos da Convenção de Genebra de 1951, documento fundamental para a proteção internacional dos refugiados.
Sob o lema internacional «Until Everyone Is Safe» («Até que todos estejam em segurança»), a Cáritas recorda que a segurança não é um privilégio reservado a alguns, mas um direito humano fundamental. A organização alerta para o aumento dos deslocamentos forçados em diversas regiões do mundo e denuncia o crescimento de discursos e políticas que dificultam o acolhimento e a integração dos refugiados.
Na sua declaração, a rede católica reafirma o compromisso da Igreja em acompanhar os refugiados, deslocados e requerentes de asilo, promovendo comunidades acolhedoras e solidárias. A Cáritas sublinha que proteger quem foge da violência não é apenas uma obrigação jurídica internacional, mas também um imperativo moral enraizado na dignidade da pessoa humana e nos valores do Evangelho.
A efeméride deste ano ganha especial significado por coincidir com o 75.º aniversário da Convenção dos Refugiados, um marco histórico criado após a Segunda Guerra Mundial para garantir que ninguém seja privado do direito de procurar proteção quando a sua vida ou liberdade estejam ameaçadas. Diversas organizações internacionais e igrejas cristãs associaram-se à campanha global de sensibilização que decorrerá ao longo de 2026 e culminará no Fórum Global sobre os Refugiados, em 2027.
A Cáritas conclui o seu apelo recordando que a verdadeira medida da humanidade de uma sociedade se encontra na forma como trata os mais vulneráveis, convidando governos, instituições e cidadãos a renovarem o compromisso de acolher, proteger, promover e integrar aqueles que procuram um lugar seguro para reconstruir as suas vidas.
Por. Sérgio Carvalho

