O IPO Lisboa instalou novos equipamentos destinados à futura produção de células CAR-T, uma forma de imunoterapia que utiliza células de defesa do próprio doente, modificadas em laboratório para reconhecer e atacar células cancerígenas.
Segundo a informação divulgada pela instituição, o equipamento foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência e entra agora em fase de testes. Em paralelo, decorrem os procedimentos e a formação necessários ao desenvolvimento desta capacidade dentro do hospital.
A tecnologia permite recolher linfócitos T, células do sistema imunitário, e modificá-los geneticamente para reconhecer determinadas características das células cancerígenas. Depois de multiplicadas em laboratório, as células são administradas ao doente.
As terapias CAR-T têm aplicações no tratamento de algumas doenças hemato-oncológicas, como determinados tipos de leucemia, linfoma e mieloma múltiplo. A sua utilização depende da doença e das indicações específicas de cada tratamento.
No IPO Lisboa, o projeto é desenvolvido em consórcio com a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e a empresa de biotecnologia Lxbio Pharmaceuticals, reunindo competências hospitalares, científicas e de desenvolvimento tecnológico.
A instituição pretende participar na investigação de novas estratégias terapêuticas e em ensaios clínicos, com a perspetiva de vir a realizar no próprio hospital as diferentes etapas de preparação destes tratamentos personalizados.
Foto: IPO-Lisboa
O objetivo anunciado é aproximar a inovação dos doentes e contribuir para um acesso mais equitativo e sustentável às terapias celulares no Serviço Nacional de Saúde.
A instalação dos equipamentos constitui uma etapa de preparação. A informação divulgada não anuncia uma data para o início da produção destinada à administração em doentes.

