Cerca de 500 camiões pesados são esperados esta sexta-feira, 25 de setembro, junto à entrada de Lordelo da A42, numa marcha lenta promovida por empresas ligadas ao setor das terraplanagens, escavação, movimentação e transporte de terras e inertes.
A concentração está marcada para as 7h30 e deverá dar início a um percurso pela A41, no sentido norte-sul, seguindo depois pela A1 até Coimbra Sul, onde está previsto o final do protesto.
A iniciativa junta cerca de uma centena de empresas do setor e tem como principal objetivo contestar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis nos custos de operação.
Para as empresas de terraplanagens e movimentação de terras, o gasóleo representa uma parcela significativa das despesas, devido à utilização de maquinaria pesada e de camiões no desenvolvimento das atividades.
Os promotores consideram que o setor está a ser prejudicado pelas atuais condições de apoio aos combustíveis, defendendo que as medidas existentes não contemplam estas empresas nas mesmas condições aplicadas a outras atividades de transporte.
Entre as reivindicações está, por isso, a criação de condições que permitam o acesso a descontos profissionais no gasóleo, bem como outras medidas destinadas a reduzir o impacto da subida dos combustíveis nos custos das empresas.
Falta de vazadouros preocupa setor
Além do preço dos combustíveis, os empresários apontam outro problema que consideram estar a dificultar a atividade: a falta de vazadouros licenciados para a deposição de terras e materiais provenientes das obras.
Segundo os promotores, a insuficiência destes locais poderá criar dificuldades à continuidade de trabalhos no setor, aumentando os custos e condicionando a execução de obras.
As empresas alegam ainda que estão a executar contratos cujos preços foram definidos antes da atual subida dos combustíveis, situação que, segundo defendem, agravou a pressão sobre os custos de operação.
A marcha lenta pretende chamar a atenção para estas dificuldades e pressionar para a adoção de medidas específicas para o setor.
Concentração começa em Lordelo
O protesto terá início na zona de Lordelo, com a concentração dos veículos marcada para as 7h30 junto à entrada da A42.
A partir daí, os camiões deverão seguir em marcha lenta pela A41, no sentido norte-sul, entrando posteriormente na A1 com destino a Coimbra Sul.
A dimensão da iniciativa deverá provocar condicionamentos à circulação durante a manhã, sobretudo nas vias utilizadas pelo protesto.
Lordelo será, assim, o ponto de partida de uma manifestação que pretende levar até Coimbra as reivindicações das empresas ligadas às terraplanagens e à movimentação de terras, num momento em que o aumento dos custos dos combustíveis está a pressionar fortemente o setor.

