O cantor e compositor Luís Represas, uma das figuras incontornáveis da música portuguesa nas últimas décadas, morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. A notícia foi confirmada pela agência Sons em Trânsito, que representava o artista.
Fundador e vocalista dos Trovante, Luís Represas deixou uma marca profunda na música nacional, sendo responsável por algumas das canções mais emblemáticas da história da música portuguesa contemporânea. A sua voz inconfundível e a capacidade de unir tradição e modernidade transformaram o grupo num fenómeno musical no final da década de 1970 e durante os anos 80.
Após o fim dos Trovante, construiu uma carreira a solo igualmente marcante, assinando temas como Feiticeira, Da Próxima Vez, Colibri, Neva Sobre a Marginal e A Hora do Lobo. Ao longo de mais de quatro décadas de percurso artístico, tornou-se uma das vozes mais reconhecidas do panorama musical português, conquistando sucessivas gerações de admiradores.
Nascido em Lisboa, a 24 de novembro de 1956, Luís Represas destacou-se também pelas inúmeras colaborações com artistas nacionais e internacionais, contribuindo para divulgar a música portuguesa além fronteiras sem nunca perder a identidade que caracterizou toda a sua obra.
Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito, no grau de Comendador, reconhecimento pelo contributo prestado à cultura nacional. Este ano estreou-se igualmente como escritor, com a publicação do livro infantil A Coragem de Tição, mostrando uma vez mais a versatilidade do seu percurso artístico.
O músico tinha ainda agendados concertos nos Coliseus do Porto e de Lisboa, em abril de 2027, onde pretendia celebrar os 50 anos de carreira, um marco que acabou por não conseguir assinalar.
Com a morte de Luís Represas desaparece uma das vozes mais influentes da música portuguesa. Fica, porém, um legado construído ao longo de quase meio século de carreira, perpetuado nas canções que continuam a fazer parte da memória coletiva de várias gerações e que garantem ao artista um lugar permanente na história da música em Portugal.
Fotos: Facebook Luís Represas

