O presidente do Paços de Ferreira, Rui Abreu, estabeleceu a subida imediata à 2.ª Liga como objetivo obrigatório para a próxima temporada, após confirmada a descida do clube à Liga 3.
Apesar da vitória por 2-1 frente ao Penafiel na última jornada, o resultado não foi suficiente para evitar o regresso do emblema pacense ao terceiro escalão do futebol português, algo que acontece mais de 50 anos depois.
Em declarações à Rádio Renascença, Rui Abreu não escondeu o impacto do desfecho da época: “É um momento muito triste na história do clube”, afirmou, sublinhando que “embora tenhamos feito de tudo para que não acontecesse, infelizmente veio a consumar-se”.
O dirigente, que assumiu a presidência em março de 2025 após ter sido diretor de comunicação do clube, destacou ainda o contexto em que chegou ao cargo e o trabalho em curso: “A missão tem sido reestruturar o clube a nível financeiro e desportivo”, referiu.
A descida surge pouco depois da entrada do grupo PMK Sports na SAD do Paços de Ferreira, operação aprovada pelos sócios por uma margem curta, ligeiramente acima dos 50%. O acordo prevê a aquisição de 49,9% da sociedade, com um investimento inicial de 500 mil euros, ao qual se juntam mais 750 mil euros previstos ao longo da época.
Sobre o processo societário, Rui Abreu explicou: “O contrato permite que, além do valor acordado pelos 49,9%, eles possam ficar com mais 15,1% da SAD, pelo valor simbólico de 1 euro”, referiu.
Já com o foco na próxima época, o presidente foi taxativo quanto ao objetivo desportivo: “O objetivo mínimo para a próxima época é a subida do Paços”, afirmou, acrescentando ainda a ambição do projeto: “Vai ser construída uma equipa para devolver rapidamente o Paços ao futebol profissional”.
Ainda assim, deixou o alerta para as dificuldades da nova realidade competitiva: “Há a necessidade de adaptação a uma realidade com menos receita”, reconheceu, acrescentando que “a Liga 3 vai obrigar-nos a um trabalho redobrado”.
O dirigente sublinhou também a vertente financeira do projeto: “A necessidade de equilibrar as contas do clube é fundamental para a reestruturação do conjunto pacense”, reforçou.
Com a época encerrada, a estrutura do Paços de Ferreira irá agora reunir-se para definir os próximos passos do projeto desportivo para 2026/2027.

