O Serviço de Urologia da Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) deu um passo importante na diferenciação dos cuidados prestados na região ao iniciar a realização de cirurgia robótica. A primeira intervenção foi uma prostatectomia radical, realizada com sucesso para o tratamento de um doente com cancro da próstata.
A nova tecnologia permite ao cirurgião controlar, com elevada precisão, os instrumentos utilizados durante a intervenção, através de braços robóticos articulados. O sistema proporciona maior estabilidade e destreza dos movimentos e permite trabalhar em zonas anatómicas de difícil acesso.
Uma das principais vantagens está precisamente na precisão dos movimentos. Os braços robóticos conseguem realizar movimentos de 360 graus e reproduzir os movimentos naturais da mão do cirurgião, reduzindo o tremor e permitindo uma abordagem mais minuciosa durante procedimentos complexos.
No caso da prostatectomia radical, utilizada no tratamento do cancro da próstata, esta maior precisão pode contribuir para reduzir o risco de determinadas complicações e favorecer uma recuperação mais rápida, nomeadamente ao nível da continência urinária e da função sexual.
Primeira cirurgia abre caminho a novos procedimentos
O início da atividade robótica representa, segundo a ULS Tâmega e Sousa, um novo capítulo para o Serviço de Urologia, que pretende alargar progressivamente a utilização desta tecnologia a outras áreas da cirurgia.
Entre os procedimentos previstos estão a nefrectomia parcial, utilizada no tratamento de tumores do rim, a cistectomia radical, indicada em casos de tumores da bexiga, o tratamento de prolapsos geniturinários e a cirurgia das glândulas suprarrenais.
Para Fernando Vila, diretor do Serviço de Urologia da ULSTS, o arranque da cirurgia robótica concretiza um projeto importante para o serviço, tanto pela diferenciação técnica como pela melhoria da qualidade dos cuidados prestados à população.
A introdução desta tecnologia coloca a ULS Tâmega e Sousa na linha da evolução da cirurgia robótica no Serviço Nacional de Saúde, reforçando a capacidade de resposta diferenciada aos doentes da região.
Além do impacto na qualidade dos cuidados, a aposta nesta área poderá também contribuir para tornar o Serviço de Urologia mais atrativo para novos profissionais, num contexto em que a cirurgia robótica tem vindo a ganhar espaço nas unidades hospitalares do SNS.
Fotos: ULSTS





