Portugal fechou 2025 com o rácio da dívida pública nos 89,7% do Produto Interno Bruto (PIB), um valor que fica abaixo da meta de 90,2% prevista no Orçamento do Estado e que marca um momento simbólico: é a primeira vez, desde 2009, que o indicador desce da barreira dos 90%.
Face ao final de 2024, a redução foi de 3,9 pontos percentuais, consolidando uma trajetória descendente que tem vindo a ser registada nos últimos anos. O desempenho supera as previsões iniciais e reforça o cenário de maior estabilidade das contas públicas.
O Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, atribuiu esta evolução ao esforço conjunto da economia, destacando o contributo de famílias e empresas. Ainda assim, o governante sublinha que o processo de consolidação não está concluído e que será necessário manter a disciplina orçamental para assegurar uma redução sustentada do endividamento.
Paralelamente, defende que a competitividade da economia portuguesa depende também da simplificação administrativa. A redução da burocracia, afirma, será determinante para estimular o investimento privado, em particular o Investimento Direto Estrangeiro, e aumentar o potencial de crescimento do país.
As projeções inscritas no Orçamento do Estado para 2026 apontam para uma nova descida do rácio da dívida, para 87,8%, sinalizando a continuidade da estratégia de consolidação das finanças públicas.

