Nos dias 6 e 7 de fevereiro, a cidade de Paredes recebeu a inauguração de quatro novas exposições de arte, espalhadas pela Biblioteca Municipal, pela Casa da Cultura e pela Loja Interativa de Turismo. As mostras contaram com trabalhos de Agostinho Santos, Rosa Amaral, Mónica Silva e Joaquim Pimenta.
A primeira exposição a abrir portas foi “O Desenho Sobrevive até ao Café”, de Agostinho Santos, inaugurada na sexta-feira, 6 de fevereiro, pelas 22h30, na Biblioteca Municipal de Paredes. Segundo o artista, a mostra nasceu de longas horas de desenho, “com café, sobretudo à noite, onde tudo é desenho, tudo resiste no desenho, até o café”. As obras apresentam uma diversidade de materiais, incluindo tinta da china, ecolines, aguarela, pastel, pigmentos, acrílico, óleo, biochene e lixívis.
No sábado, 7 de fevereiro, três exposições foram inauguradas quase simultaneamente. “O Choro dos Inocentes”, de Rosa Amaral, abriu às 16h00 na Casa da Cultura, com obras que procuram “tocar corações e provocar reflexões sobre o que acontece neste planeta chamado Terra”.
Seguiu-se “Ainda esperam que sejamos Silêncio”, de Mónica Silva, às 16h30, também na Casa da Cultura. A exposição propôs uma reflexão sobre o percurso sensível e muitas vezes contundente das mulheres ao longo do tempo, numa altura em que o conservadorismo crescente ameaça conquistas fundamentais. A artista convidou o público “a estabelecer um diálogo entre passado e presente e a refletir sobre a persistência das desigualdades”.
Finalmente, na Loja Interativa de Turismo de Paredes foi inaugurada “Carnavale Di Venezia”, de Joaquim Pimenta. As imagens, captadas em frações de segundo, pretendem provocar o olhar do visitante e sugerir “um sem fim de perguntas que se espalham nas histórias possíveis das imagens”, explicou o artista.
