PFR Invest: Supremo Tribunal condena Município em 10 milhões e PSD exige esclarecimentos

Data:

O Supremo Tribunal de Justiça condenou o Município de Paços de Ferreira ao pagamento de cerca de 10 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos, no âmbito do processo da empresa municipal PFR Invest. O acórdão, datado de 15 de maio de 2025, identifica atos e omissões do executivo municipal do mandato 2013–2017 como determinantes para a insolvência da empresa e para a acumulação da dívida.

Segundo o tribunal, a chamada “carta de conforto”, assinada em 2008 pelo então presidente Pedro Pinto, limitou-se a formalizar uma obrigação já existente e não criou dívida adicional, nem agravou responsabilidades do Município. Por outro lado, a condenação resultou do facto de que, após 2013, o Município não aprovou as contas do exercício de 2013, não elaborou as contas dos exercícios seguintes e implementou uma estratégia que colocou a empresa em incumprimento da obrigação legal de prestação de contas.

Perante estes factos, o PSD de Paços de Ferreira criticou o silêncio institucional e exigiu esclarecimentos públicos. O partido questiona porque motivo o acórdão não foi comunicado à Assembleia Municipal nem à população, e defende que devem ser apuradas responsabilidades políticas relativamente ao executivo de 2013-2017. Num comunicado, o PSD sublinha que “o concelho merece verdade, transparência e responsabilidade” e alerta para a gravidade de uma gestão que conduziu uma empresa pública à insolvência, deixando a dívida a recair sobre todos os pacenses, sem património associado.

Paulo Ferreira responde com críticas duras ao PSD

A resposta do presidente da Câmara, Paulo Ferreira, publicada nas redes sociais, foi dura. O autarca classificou a comunicação do PSD como “vergonhosa, ultrajante e mentirosa”, acusando os responsáveis sociais-democratas de terem conduzido a Câmara à bancarrota, acumulando dívidas de dezenas de milhões de euros e considerando o que fizeram à empresa municipal PFR Invest foi “politicamente criminoso e imperdoável”. Paulo Ferreira afirma ter evitado que a Câmara tivesse de pagar mais de 40 milhões de euros aos bancos envolvidos e promete exigir responsabilidades políticas, criticando o que considera uma tentativa do PSD de “mentir à população”.

O caso reacende o debate sobre a responsabilidade política e a transparência na gestão das empresas municipais, colocando em evidência a necessidade de esclarecimentos públicos e da responsabilização dos órgãos executivos passados, numa matéria que continua a mobilizar partidos e cidadãos em Paços de Ferreira.

Leia o Acórdão do Supremo Tribunal do Justiça

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


Calculo
× 9 = 81


Partilhar:

Assinar newsletter

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Popular

Mais conteúdos
Artigos relacionados

Escolas da região vão receber investimento de quase um milhão de euros

Cinco escolas da região vão beneficiar de um novo...

Fiscalização da remodelação da ETAR de Arreigada vai custar 716 mil euros

A AdPF contratou uma empresa de Lisboa por 716...

Ladrões assaltam loja em Sobrosa de madrugada e fogem com dezenas de milhares de euros em roupa

O furto ocorreu pelas 03h25 de quarta-feira. Três indivíduos...

Penafiel organiza sessão gratuita para ajudar imigrantes a conhecer os seus direitos

A iniciativa do Município de Penafiel realiza-se a 15...