A Fundação Calouste Gulbenkian vai apoiar 300 alunos de famílias com dificuldades económicas no Tâmega e Sousa durante o ano letivo 2026/2027, duplicando o número de beneficiários da iniciativa Gulbenkian Aprender. O programa envolve os 11 municípios da região e representa um investimento global de 3,4 milhões de euros ao longo de três anos.
Destinado a estudantes do 5.º ao 12.º ano de escolaridade, o projeto pretende combater as desigualdades educativas através de acompanhamento pedagógico, apoio económico às famílias, mentoria e atividades de enriquecimento social e cultural.
A nova fase contempla o reforço das atividades de Matemática e Inglês, a criação de clubes de leitura e escrita e a realização de estágios para alunos do 11.º ano.
No primeiro ano da iniciativa, foram abrangidos 150 estudantes, dos quais 127 beneficiaram de mentoria. Os apoios económicos atribuídos às famílias foram utilizados sobretudo na educação (64%), seguindo-se a saúde (23%) e a cultura (13%).
O projeto é desenvolvido pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o Instituto Empresarial do Tâmega, municípios, escolas e outras entidades da região. A intenção é continuar a aumentar o número de beneficiários nos próximos anos.
O arranque do novo ano letivo será assinalado este sábado, 10 de outubro, às 16 horas, no Parque de Exposições de Paços de Ferreira. A cerimónia contará com a presença da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, da administradora da Fundação Calouste Gulbenkian, Cristina Casalinho, e de representantes das autarquias da região.

