Os restos mortais da beata Alexandrina de Balasar foram trasladados, este sábado, da igreja paroquial para o novo Santuário Eucarístico de Balasar, na Póvoa de Varzim. A cerimónia foi presidida pelo arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, e antecede a inauguração oficial do complexo religioso, marcada para este domingo.
A trasladação representa a terceira localização dos restos mortais de Alexandrina Maria da Costa, depois do cemitério e da igreja paroquial. A partir de agora, os peregrinos passam a encontrar o túmulo da beata no novo santuário, construído para responder ao crescente número de visitantes nacionais e estrangeiros.
Durante a celebração, D. José Cordeiro destacou a importância espiritual deste momento e afirmou que o novo espaço poderá fazer «irradiar mais uma luz na vida da Igreja». O arcebispo recordou ainda a devoção à Eucaristia que marcou a vida da beata Alexandrina.
O novo complexo religioso, concebido pelo Centro Ave Arte, de Florença, apresenta uma arquitetura inspirada numa grande tenda bíblica e dispõe de um templo com capacidade para cerca de 1800 pessoas sentadas. Inclui ainda uma capela dedicada à beata, auditórios, espaços de formação e salas destinadas a atividades pastorais.
A dedicação da igreja e do altar está marcada para este domingo, às 16h00, numa celebração presidida pelo núncio apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso.
Natural de Balasar, onde nasceu em 1904, Alexandrina Maria da Costa morreu a 13 de outubro de 1955 e foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 2004. A sua vida, marcada pela doença e pela devoção eucarística, continua a atrair peregrinos de vários países.
Fotos: Arquidiocese de Braga




