A Associação de Municípios do Rio Ferreira foi formalmente constituída esta segunda-feira, em Valongo, reunindo os concelhos de Paços de Ferreira, Paredes, Valongo e Gondomar numa estrutura destinada a coordenar a recuperação ambiental do curso de água.
A escritura pública foi assinada numa cerimónia realizada na Praça da Democracia, que contou com a participação dos presidentes das quatro câmaras municipais e de representantes de entidades ligadas ao ambiente e à administração regional, incluindo o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado.
A nova associação pretende promover uma intervenção conjunta ao longo do rio Ferreira, desde as nascentes, em Paços de Ferreira, até à confluência com o rio Sousa, em Gondomar. Entre os objetivos estão o combate às fontes de poluição, a melhoria da qualidade da água, a recuperação das margens e a valorização ambiental das zonas ribeirinhas.
A constituição da entidade surge num contexto de problemas ambientais persistentes. Em junho deste ano, novas descargas poluentes denunciadas em Lordelo, no concelho de Paredes, motivaram uma participação ao Ministério Público, demonstrando que a recuperação do rio continua a enfrentar desafios.
A cooperação entre os quatro municípios também não começa agora. Já existia um protocolo específico de colaboração para um projeto de despoluição do rio Ferreira, pelo que a nova associação representa uma tentativa de conferir maior continuidade e capacidade de atuação conjunta a esse trabalho.
A iniciativa de criação da entidade foi impulsionada pelo presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, que iniciou contactos com os restantes autarcas em março deste ano.
Apesar da formalização, não foram identificados, na informação pública consultada, um orçamento próprio, um calendário de intervenções ou os primeiros projetos concretos da associação. A definição destes instrumentos será determinante para avaliar o impacto da nova estrutura na recuperação efetiva do rio Ferreira.

