O PSD Paços de Ferreira acusa o executivo socialista de falta de estratégia para o desenvolvimento do concelho e considera que o primeiro ano de mandato ficou marcado pela gestão corrente, sem respostas suficientemente claras para os principais desafios municipais.
Num comunicado enviado à redação, em que faz também o balanço dos primeiros oito meses da atual Comissão Política, a estrutura social-democrata considera que o concelho continua sem uma orientação estratégica capaz de mobilizar empresas, instituições e população.
«Passados 13 anos, já não basta ao PS falar do passado. Importa responder às questões do presente», sustenta o PSD, defendendo uma maior aposta no desenvolvimento económico, na competitividade da Capital do Móvel, na mobilidade e na atração de investimento.
A situação financeira do Município constitui outra das preocupações apontadas pelos sociais-democratas, que recordam a condenação da autarquia ao pagamento de cerca de 10 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos, bem como a questão dos cinco milhões de euros de financiamento comunitário associados à ETAR que não funcionou.
O PSD questiona ainda o aumento do número de trabalhadores da esfera municipal ao longo dos últimos anos, defendendo maior transparência sobre as contas e a capacidade financeira da autarquia para concretizar novos investimentos.
No plano da intervenção política, a estrutura destaca o trabalho desenvolvido nas freguesias, defendendo uma maior delegação de competências e autonomia para as juntas, independentemente da sua orientação partidária.
A mobilidade é outra das prioridades identificadas. O PSD anuncia a intenção de solicitar, durante novembro, a realização de uma Assembleia Municipal temática dedicada à circulação rodoviária, estacionamento, transportes públicos e acessibilidades.
Os sociais-democratas destacam ainda propostas apresentadas nos órgãos autárquicos, incluindo a criação de um polo de serviços no antigo Centro de Saúde, medidas de apoio ao associativismo e iniciativas relacionadas com a valorização das instituições locais.
«Paços de Ferreira não pode limitar-se a gerir o presente ou aquilo que foi herdado. Temos de preparar o futuro, valorizar a nossa gente e afirmar todo o nosso potencial», conclui a estrutura social-democrata.

