A participação dos jovens e o rigor na reprodução do traje popular estiveram em debate no encontro “Saberes do Folclore: Conhecer, Valorizar e Preservar”, que reuniu representantes de grupos da região e outros interessados, no domingo, 18 de outubro, no Auditório Municipal de Lousada.
Com a sala praticamente lotada, a iniciativa abordou os desafios dos grupos folclóricos e a importância de conhecer os materiais, as práticas e os contextos históricos que representam.
A integração de novas gerações foi um dos temas do primeiro painel, dedicado ao papel do folclorista no mundo atual. A reflexão incidiu na capacidade de acompanhar as mudanças da sociedade, mantendo o conhecimento e o rigor da atividade.
O encontro abordou também a escolha dos tecidos utilizados na confeção dos trajes. As características dos materiais são determinantes para respeitar a época representada e evitar a introdução de elementos desajustados.
Uma demonstração prática mostrou ainda como o vestuário era adaptado ao trabalho, às práticas religiosas ou à ida à feira. Em vez de existir necessariamente um traje para cada atividade, as mesmas peças podiam ser usadas de formas diferentes, consoante as necessidades do quotidiano.
A sessão de abertura contou com o presidente da Câmara de Lousada, Nelson Oliveira, e o presidente da Federação do Folclore Português, Daniel Café.
O programa teve intervenções de Nuno Maia, coordenador do Conselho Técnico Nacional da Federação, de Daniel Café e de António Faria, do Rancho Folclórico Senhora da Aparecida, com moderação de Telma F. da Silva.
A organização reuniu seis grupos folclóricos do concelho, em parceria com o Município de Lousada e a Federação do Folclore Português.

