Na semana em que Lousada assinala 184 anos de elevação a vila, o Presidente da Câmara Municipal, Nelson Oliveira, fala ao Jornal360 sobre o crescimento do concelho, os investimentos em curso e os desafios que já se colocam ao futuro.
Numa reflexão aberta sobre o presente e o futuro do concelho, o Presidente partilha a sua leitura sobre o desenvolvimento de Lousada e os desafios que já se desenham no horizonte.
Que balanço faz da evolução de Lousada ao longo dos últimos anos?
Lousada tem sido a imagem de um concelho moderno, empreendedor, com qualidade de vida e que está a crescer a cada ano que passa. Sentimos isso no crescimento populacional, com mais habitação, mais empresas e mais crianças nas nossas escolas. Somos hoje um dos concelhos com maior crescimento populacional da região, um dado que fala por si.
Aliás, fruto deste crescimento, nas próximas semanas vamos ter novidades sobre o reconhecimento internacional que Lousada tem, junto de instituições de referência a nível mundial e que comprovam o rumo certo que estamos a construir, como é o exemplo do ambiente, cultura e desporto, mas também o setor empresarial que tem crescido e a vertente educativa.
“Somos hoje um dos concelhos com maior crescimento populacional da região, um dado que fala por si.”
Quais considera serem os principais projetos e transformações em curso no concelho?
Numa componente mais global, temos sentido que o crescimento habitacional tem trazido mais famílias jovens para Lousada. Se já éramos um concelho jovem, sentimos que isso está ainda mais marcado e, consecutivamente, estamos a conseguir melhorar o rendimento das nossas famílias, atrair pessoas mais bem remuneradas e empresas de outros ramos de atividade que pagam melhores salários. São factos indesmentíveis e que são muito positivos.
Numa correlação mais particular, estamos a meio de um caminho de uma grande transformação nos serviços públicos com a construção e ampliação de centros de saúde de excelência, loja do cidadão que agregará um conjunto de serviços fundamentais e uma notória expansão do tecido urbano da Vila de Lousada, que cada vez mais oferece serviços que há muito almejávamos, como é o caso do reforço substancial dos transportes públicos com o serviço Linhas, Flixbus e Rede Expressos.
Por outra via e apesar da contínua aposta na Educação, Desporto, Ambiente e Cultura, quero destacar a aposta na criação de condições para as empresas se instalarem. Estamos a desenvolver um plano de ampla capacitação do território com novas Zonas de Acolhimento Empresarial, estrategicamente localizadas junto a nós de acesso rápido e distribuídas pelas freguesias limítrofes.
Estou certo de que, com as ZAE já existentes e as que pretendemos criar, vamos ter um concelho cada vez mais atrativo, industrializado e com mais e melhores oportunidades de emprego, onde também se destaca a construção do Centro de Formação Profissional do IEFP: um investimento captado pelo Município de Lousada com o anterior governo e que está localizado em plena ZAE de Caíde de Rei, zona essa que já tem os lotes vendidos e em ponto ótimo para que os empresários iniciem as construções.
“Não estamos apenas a crescer, estamos a crescer com critério e com estratégia.”
Por outro lado, estamos a adquirir e a construir, paulatinamente, um conjunto de parques verdes com uma área de abrangência transversal a todas as freguesias. Já temos vários, mas queremos ir mais além, para que todos os lousadenses possam ter um local, junto à sua área de residência, em que possam ter uma experiência adequada com a natureza, lazer e desporto.
Estamos também a avançar para uma intervenção fundamental de requalificação e ampliação das piscinas municipais. Este é um investimento importantíssimo a curto prazo e queremos dar uma nova imagem de modernidade a este espaço que é, sem dúvida, central na nossa dinâmica municipal.
Por outra via, estamos a desenvolver já um conjunto de intervenções estruturais na requalificação da rede viária concelhia, com um forte investimento municipal e que já está a decorrer em todo o território.
Não estamos apenas a crescer, estamos a crescer com critério e com estratégia.
Que desafios identifica como mais relevantes para o futuro de Lousada?
Estamos numa era de grandes transformações socioeconómicas, políticas e particularmente em termos do que é o setor do trabalho, a articulação com as novas tecnologias e a inteligência artificial e, por isso, todos os territórios sentem essa realidade, por muito que possamos achar que não.
Assim, não podemos pensar que ainda temos tempo para pensar o futuro, porque ele já está a acontecer e com graves consequências para aquilo que damos como adquirido. O maior desafio será mesmo este equilíbrio entre uma sociedade que pretende tudo no imediato, quer em termos laborais ou até pessoais, e as transformações sociais que isso está a provocar.
Como vamos lidar com o avanço avassalador das novas tecnologias? O que vai ser o futuro da nossa população, das nossas empresas, das nossas famílias?
É isso que estamos já a trabalhar para tentarmos chegar primeiro, porque as mudanças não vão acontecer, mas sim, já estão a acontecer.
“As mudanças não vão acontecer, já estão a acontecer.”
E para isso, a ação municipal é fundamental. Tenho como princípio de que devemos dar espaço aos cidadãos e deixá‑los decidir o seu futuro, mas o município tem sempre uma necessidade de apoiar socialmente os mais frágeis, os que precisam de ajuda, mas também de dar as ferramentas para que os cidadãos consigam singrar e ter um futuro mais promissor em Lousada e sempre com uma excelente qualidade de vida.
Os setores da energia, educação e ambiente serão fundamentais, na minha opinião, para darmos passos concretos na evolução do nosso concelho.
Que visão gostaria de deixar para o desenvolvimento do concelho nos próximos anos?
Uma visão de profundo amor a Lousada. Com raízes fortes e tradições que nos identificam, mas com uma abertura genuína ao futuro e ao mundo. Acima de tudo, quero que os nossos jovens encontrem em Lousada tudo o que precisam para aqui ficar e crescer, e é responsabilidade do Município colocar essas ferramentas ao seu alcance. Que se revejam na sua terra. Na nossa terra.
