O novo Santuário Eucarístico de Balasar, na Póvoa de Varzim, foi esta segunda-feira dedicado numa cerimónia religiosa presidida pelo núncio apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso, que reuniu milhares de fiéis e uma dezena de bispos portugueses.
Um dos momentos mais simbólicos da celebração foi a deposição de nove relíquias na base do novo altar, guardadas numa arca-relicário de pedra de Ançã. Entre elas encontram-se relíquias da Beata Alexandrina Maria da Costa, figura religiosa profundamente ligada a Balasar, e de São Carlo Acutis, recuperando-se uma tradição litúrgica da Igreja bracarense que remonta aos séculos V a XIII.
Durante a homilia, o representante do Papa Leão XIV apelou aos cristãos para assumirem um papel ativo numa sociedade que considera marcada pela desorientação. “Nosso Senhor não nos chamou a deslumbrar; chamou-nos a iluminar”, afirmou, citado pela Agência Ecclesia.
A celebração ficou também marcada pela evocação da vida da Beata Alexandrina, que nasceu em Balasar, em 1904, e morreu em 1955, tendo sido beatificada pelo Papa João Paulo II em 2004.
O núncio apostólico destacou a forma como a religiosa enfrentou a doença e o sofrimento, considerando que o seu testemunho continua a inspirar os fiéis.
A cerimónia decorreu um dia depois da trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina e contou com a presença de representantes da Igreja e de autoridades políticas.
No encerramento, o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, apelou à comunicação de eventuais curas atribuídas à intercessão da beata, consideradas relevantes para o prosseguimento do processo de canonização no Vaticano.
Segundo a Agência Ecclesia, o núncio apostólico pediu ainda orações pelo Papa Leão XIV, na sequência do anúncio de uma intervenção cirúrgica.
Foto Arquidiocese de Braga, Santuário Eucarístico de Balasar

