Liberais de Lousada acompanham posição da Câmara e da Junta de Lustosa contra o prolongamento da exploração da RIMA e reclamam maior transparência ambiental
A Iniciativa Liberal (IL) de Lousada manifestou apoio à oposição da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Lustosa ao prolongamento da exploração do aterro de resíduos industriais não perigosos da RIMA, defendendo uma fiscalização permanente das instalações e maior transparência na divulgação de informação ambiental.
A posição surge na sequência do projeto de alteração do aterro, submetido a consulta pública, que prevê a reconfiguração de células de deposição e poderá permitir a continuidade da exploração por cerca de mais dez anos, segundo o comunicado dos liberais.
A IL considera que o prolongamento da atividade tem consequências diretas para a população de Lustosa, que convive há várias décadas com a presença de infraestruturas destinadas à deposição de resíduos.
«Para quem vive junto aos aterros, mais dez anos são uma decisão sobre a sua qualidade de vida», sustenta a estrutura local do partido.
No comunicado, os liberais distinguem o aterro da RIMA, destinado a resíduos industriais não perigosos, da instalação da Ambisousa, que recebe resíduos urbanos.
A IL acompanha expressamente a oposição manifestada pela Câmara de Lousada e pela Junta de Freguesia de Lustosa ao projeto da RIMA, mas entende que essa posição deve ser acompanhada de medidas administrativas e legais.
Entre as exigências apresentadas estão a publicação dos pareceres e diligências municipais, a fiscalização dos resíduos admitidos, a monitorização de odores, águas e solos e a divulgação regular dos resultados das inspeções.
O partido defende ainda a criação de mecanismos de acompanhamento com representação local e de um canal de denúncia que permita aos cidadãos comunicar eventuais problemas e conhecer o seguimento dado às ocorrências.
Parecer da ZERO também entra no debate
A posição da IL surge depois de a associação ambientalista ZERO ter emitido um parecer favorável à nova célula do aterro da RIMA, por não estar prevista a deposição de resíduos orgânicos.
Os liberais reconhecem que os argumentos ambientais apresentados pela ZERO merecem consideração, mas sublinham que um parecer favorável não equivale a uma autorização nem demonstra, por si só, a necessidade de prolongar a exploração por mais uma década.
A IL reclama igualmente o esclarecimento das alegações da ZERO sobre possíveis incumprimentos legais no aterro da Ambisousa, defendendo que as regras ambientais devem ser cumpridas em ambas as instalações.
O processo de avaliação de impacte ambiental relativo à alteração do aterro da RIMA esteve em consulta pública entre 20 de agosto e 30 de setembro.
«Câmara e Junta contam com o nosso apoio na oposição ao prolongamento. A população de Lustosa pode contar com a nossa exigência: regras cumpridas, fiscalização efetiva e informação pública, todos os dias», conclui a Iniciativa Liberal de Lousada.

